Quando Edu abriu os olhos, o seu quarto estava iluminado como nunca estivera um dia. Os raios de sol que entravam pela janela e refletiam na parede acima de sua cama, produziam um efeito visual onírico, que fez Edu, por um instante, imaginar-se num sonho estranho, mais agradável. Sentia uma disposição nova. A febre, as dores, a lividez do rosto - sintomas de um mal que o prostara há duas semanas - tinham, de súbito, desaparecido. Num salto ficou de pé e deixou-se invadir pela luz da manhã. Espreguiçou-se, deu um longo bocejo e foi ao banheiro. No espelho viu um rosto que, se não estava corado, manifestava uma recuperação milagrosa. "Quero sair, aproveitar o dia de sol e ir à praia"! - Pensou Edu em menos de dois segundos. Feita a higiene matinal, sentiu uma necessidade de comer. Não era exatamente fome, mas uma espécie de condicionamento que o impelia para a cozinha, onde encontraria sua mãe de fofoca com d. Irene, enquanto preparavam a mesa do café. ...